
Ativações criativas para eventos corporativos são experiências desenvolvidas para estimular participação e aproximar a marca do público durante encontros, feiras, convenções, eventos de relacionamento e outras ações B2B.
Para escolher uma boa ativação, porém, não basta procurar a ideia mais diferente.
É preciso avaliar se ela faz sentido para o público, favorece a interação desejada, consegue ser executada no espaço disponível, representa a marca e possui uma dinâmica compatível com o ritmo do evento.
Quando o objetivo também envolve networking, existe uma pergunta adicional:
a ativação ajuda as pessoas a conversarem ou acaba competindo com a conversa?
É essa análise que deve acontecer antes da contratação.
Ativação é uma ação criada para gerar interação direta entre a marca e as pessoas.
Pode acontecer dentro de uma feira, congresso, encontro de clientes, lançamento, convenção, happy hour ou evento proprietário.
Segundo a AMPRO, experiências de marca em ativações têm como característica central a interação direta, experimentação, participação ou conexão com o público. Entre os critérios considerados pela entidade estão criatividade, interatividade, relevância para o público e resultados obtidos.
Isso ajuda a diferenciar uma ativação de um elemento puramente decorativo.
Um painel pode compor a ambientação.
Mas, se o participante precisa fazer uma escolha, criar algo, experimentar, interagir, colaborar ou responder a uma proposta da marca, já existe uma dinâmica de ativação.
O Sebrae também destaca que ações de ativação em eventos devem considerar o perfil do público e oferecer experiências coerentes com a proposta da marca.
Não necessariamente.
O evento é o contexto maior.
A ativação pode ser uma parte da programação.
Imagine um evento B2B com palestras, almoço, reuniões e happy hour.
A empresa pode inserir, durante o networking, uma experiência artística, uma degustação, uma instalação interativa ou uma dinâmica de criação coletiva.
O evento continua sendo o produto principal.
A ativação funciona como um ponto de interação dentro dessa jornada.
A própria AMPRO faz essa distinção: em uma experiência de marca em eventos, o evento é a plataforma principal; em uma ativação, a interação proposta pela marca é o elemento central daquela experiência específica.
Para entender melhor os diferentes formatos, veja também nosso guia sobre tipos de eventos corporativos.
Tipos de eventos corporativos | Vinho Tinta
Networking não acontece apenas porque várias pessoas estão no mesmo ambiente.
Um evento pode reunir clientes, prospects e parceiros e ainda assim produzir poucas conversas novas.
Isso acontece quando:
as pessoas permanecem apenas com quem já conhecem;
não existe um ponto natural de aproximação;
a programação é excessivamente fechada;
a ativação demanda concentração individual;
ou o participante precisa escolher entre viver a experiência e conversar.
Por isso, uma ativação para networking possui uma função um pouco diferente.
Ela precisa atuar como facilitadora da interação.
A experiência pode oferecer assunto, provocar curiosidade ou criar uma tarefa compartilhada, mas sem exigir que todos fiquem isolados durante longos períodos.
Na página de eventos de relacionamento da Vinho Tinta, essa lógica aparece em formatos desenvolvidos para criar ambientes mais leves para interação entre clientes, prospects e parceiros.
Experiências para clientes e parceiros | Vinho Tinta
Antes de escolher a atividade, defina por que ela estará no evento.
Objetivos diferentes exigem ativações diferentes.
Uma empresa pode querer:
facilitar networking;
apresentar uma nova marca;
gerar experimentação de produto;
aproximar clientes estratégicos;
criar conteúdo compartilhável;
receber prospects;
fortalecer relacionamento com parceiros;
ou simplesmente criar uma pausa mais participativa dentro da programação.
“Engajar o público” é amplo demais.
Tente formular um resultado mais concreto.
Por exemplo:
“Queremos que clientes de áreas diferentes tenham um motivo natural para iniciar uma conversa.”
Essa frase já ajuda muito mais na escolha do formato.
Esse critério é especialmente importante em eventos B2B.
Uma ativação pode chamar muita atenção e, ao mesmo tempo, funcionar mal para networking.
Imagine uma experiência que recebe apenas uma pessoa por vez e demora dez minutos.
Ela pode gerar curiosidade.
Mas também pode formar filas, reduzir circulação e ocupar um tempo que deveria estar disponível para relacionamento.
Agora imagine uma atividade em que pequenos grupos tomam decisões, experimentam algo juntos ou constroem uma produção coletiva.
A experiência passa a criar pontos de contato entre participantes.
A pergunta prática é:
as pessoas saem da ativação tendo algo para conversar umas com as outras?
Se a resposta for sim, ela pode funcionar muito melhor para networking.
Uma boa ativação para uma feira de tecnologia pode não funcionar em um encontro de C-Levels.
Da mesma forma, um evento com clientes premium pode pedir uma experiência diferente de uma convenção com centenas de vendedores.
Antes da contratação, considere:
senioridade;
idade média;
relação existente entre os convidados;
tempo disponível;
nível de formalidade;
idioma;
contexto cultural;
quantidade de participantes.
Isso também evita escolher experiências apenas porque estão em alta.
O Sebrae reforça justamente a importância de compreender o público antes de desenvolver uma ativação de marca em eventos.
Criatividade sem coerência pode chamar atenção, mas não necessariamente fortalecer a experiência de marca.
Pergunte:
Por que esta ativação faz sentido para nós?
A conexão pode acontecer pela estética, pelo tema, pela mecânica, pelo produto, pelo comportamento desejado ou pela mensagem do evento.
Uma empresa que deseja trabalhar colaboração pode utilizar uma atividade de construção coletiva.
Uma marca ligada a gastronomia pode explorar degustação.
Uma empresa que queira provocar conversas sobre escolhas e percepção pode utilizar uma experiência sensorial.
O objetivo não é transformar tudo em propaganda.
É fazer com que a experiência pareça coerente com quem está promovendo o encontro.
Não pense apenas na atividade.
Pense no que acontece antes, durante e depois dela.
Como o participante descobre que existe a ativação?
Ele precisa se cadastrar?
Existe espera?
Quanto tempo leva?
É possível entrar em qualquer momento?
Precisa de instrução?
A pessoa participa individualmente ou em grupo?
Ela recebe algo depois?
Há continuidade no restante do evento?
A AMPRO inclui justamente jornada do participante, estratégia da experiência, produção e execução entre os critérios de avaliação de experiências de marca em eventos.
Esse olhar é fundamental porque uma ótima ideia pode perder valor quando inserida de forma inadequada na programação.
Para quem contrata, uma ativação não é apenas conceito.
É operação.
Por isso, o fornecedor precisa conseguir responder perguntas como:
Quantas pessoas podem participar por hora?
Quanto tempo leva a montagem?
Qual espaço mínimo é necessário?
Existe necessidade de energia, água ou internet?
Quantas pessoas operam a experiência?
Os materiais estão incluídos?
Há logística para outras cidades?
Existe desmontagem?
O que acontece se o número de participantes mudar?
Que plano existe para atraso ou imprevisto?
Esse critério ganha ainda mais importância em eventos grandes.
Uma ativação que funciona muito bem com 30 pessoas pode não ser adequada para 500 sem adaptação.
No nosso guia sobre como escolher uma empresa de eventos corporativos B2B, aprofundamos justamente a análise de operação, escopo, personalização, cases e capacidade de execução.
Como escolher uma empresa de eventos corporativos B2B
Existe uma diferença entre colocar o logotipo da empresa em uma experiência e personalizar a experiência.
Personalização pode envolver:
mensagem;
tema;
perguntas;
cores;
materiais;
dinâmica;
conteúdo;
desafio proposto;
ambientação;
lembrança final.
Nem todo evento precisa de personalização profunda.
Mas, quando existe intenção de ativação de marca, vale entender o que pode ser adaptado sem comprometer a dinâmica.
Um bom fornecedor também deveria saber dizer o que não faz sentido personalizar.
O resultado depende do objetivo.
Se o objetivo é gerar leads, métricas como cadastros ou reuniões podem fazer sentido.
Se é experimentação de produto, podem ser avaliados participantes e interações.
Se é networking, a mensuração pode ser mais qualitativa.
É possível observar:
adesão;
tempo de participação;
feedback;
número de interações;
conteúdo gerado;
reuniões posteriores;
percepção de clientes convidados;
participação de contas prioritárias.
Evite prometer que uma única ativação produzirá diretamente receita, retenção ou fidelização.
Ela pode contribuir para uma jornada de relacionamento.
Mas resultados comerciais dependem de várias etapas antes e depois do evento.
Não existe uma ativação universal.
Alguns formatos podem favorecer mais interação porque criam um elemento compartilhado entre os participantes.
Degustações, aromas, sabores e outras experiências de percepção podem gerar conversa de forma relativamente natural.
Na Academia do Vinho, por exemplo, os participantes experimentam diferentes vinhos e podem construir seu próprio blend.
Em eventos de relacionamento, o vinho funciona como elemento da experiência, enquanto a dinâmica abre espaço para troca entre convidados.
Arte pode funcionar como uma atividade paralela ao networking ou como experiência conduzida.
No Vinho & Tinta, os participantes pintam enquanto convivem e conversam.
A proposta pode ser utilizada em eventos de relacionamento, inaugurações e encontros com clientes.
Atividades colaborativas podem funcionar quando o evento deseja reunir diferentes pessoas em torno de um resultado comum.
O Mosaico Coletivo, por exemplo, parte da contribuição individual para formar uma obra maior.
Realidade virtual, realidade aumentada, gamificação e instalações interativas também podem ser utilizadas em eventos.
Conteúdos recentes do mercado, como o guia da PlayerUm, mostram justamente o crescimento de ativações baseadas em interatividade e tecnologia.
Nesse caso, vale aplicar os mesmos critérios: a tecnologia precisa servir ao objetivo e não existir apenas pelo efeito visual.
Não.
Em muitos eventos, é melhor trabalhar com participação espontânea.
Isso permite que o convidado alterne entre:
conversa;
alimentação;
conteúdo;
experiência;
reuniões.
Ativações obrigatórias fazem mais sentido quando integram a programação oficial.
Já em eventos de relacionamento, criar uma experiência disponível durante determinada janela pode preservar mais liberdade para networking.
A posição da ativação pode alterar bastante seu resultado.
Ela pode acontecer:
na chegada;
durante um intervalo;
paralelamente ao networking;
depois do conteúdo principal;
durante o happy hour;
ou como encerramento.
Para networking B2B, normalmente é importante preservar algum tempo de interação livre.
Uma ativação muito longa pode ocupar completamente esse espaço.
Uma ativação muito curta pode não gerar envolvimento suficiente.
Por isso, briefing e programação precisam ser avaliados juntos.
Veja também nosso conteúdo sobre como planejar um evento corporativo do briefing à experiência.
Como planejar um evento corporativo | Vinho Tinta
Antes de aprovar uma ativação, confirme:
Esse checklist é mais útil do que comparar apenas “qual ativação parece mais criativa”.
Depende do escopo.
Uma agência 360º pode assumir planejamento, produção, fornecedores, comunicação e operação completa.
Já um fornecedor especializado pode entrar apenas em uma parte da programação.
Por exemplo:
uma empresa já possui agência e local definidos, mas quer contratar uma experiência específica para o momento de networking.
Nesse cenário, o fornecedor precisa saber integrar sua operação ao evento existente.
Se a empresa ainda está escolhendo quem cuidará do projeto inteiro, o nosso guia sobre fornecedores B2B pode ajudar nessa comparação.
Empresa de eventos corporativos B2B: 8 critérios
A Vinho Tinta desenvolve experiências que podem ser incorporadas a eventos de relacionamento, encontros com clientes, convenções, lançamentos e momentos de networking.
Entre os formatos estão:
Vinho & Tinta, com pintura guiada e interação;
Academia do Vinho, com degustação e criação de blends;
Mosaico Coletivo, com produção colaborativa;
Arte do Bonsai, com experiência prática e reflexão;
e formatos de Happy Hour Networking.
A escolha depende de público, objetivo, número de convidados, cidade, duração e papel da ativação dentro do evento.
Para eventos de clientes e parceiros, conheça a frente específica de experiências de relacionamento da Vinho Tinta.
Eventos de relacionamento | Vinho Tinta
Empresas que realizam encontros em São Paulo também podem incorporar essas experiências ao Vinho Tinta LAB, na região da Berrini, ou avaliar formatos realizados em outros espaços.
Experiências corporativas em São Paulo | Vinho Tinta LAB
Uma boa escolha não começa procurando a atividade mais diferente.
Começa respondendo:
quem queremos aproximar?
que tipo de interação queremos estimular?
qual papel a marca deve ocupar?
quanto tempo existe?
quantas pessoas participarão?
que operação o evento comporta?
Depois disso, criatividade passa a trabalhar a favor da estratégia.
Não o contrário.
Ativação criativa não é sinônimo de atração chamativa.
Em eventos B2B, uma boa experiência precisa combinar criatividade, aderência à marca, facilidade de participação e execução confiável.
Quando o objetivo é networking, existe ainda um critério adicional:
a experiência precisa ajudar as pessoas a se aproximarem.
O melhor fornecedor não é necessariamente aquele que apresenta a ideia mais tecnológica ou visualmente impactante.
É aquele capaz de transformar o objetivo do evento em uma experiência que funcione para aquele público, naquele espaço e naquele momento da jornada.
A Vinho Tinta desenvolve experiências criativas e sensoriais que podem ser incorporadas a eventos de relacionamento, convenções, encontros B2B e momentos de networking.
Conheça as experiências para clientes e parceiros
São experiências interativas desenvolvidas para aumentar participação e criar pontos de contato entre uma marca e seu público durante eventos empresariais.
O evento é a programação mais ampla. A ativação é uma experiência específica que pode acontecer dentro dele para gerar interação com a marca.
Ativações que permitem participação em grupo, estimulam conversa e não exigem isolamento prolongado tendem a ser mais compatíveis com momentos de networking.
Avalie alinhamento com objetivo, público, capacidade de personalização, operação, escala, experiência anterior, logística e formas de mensuração.
Não. Tecnologia é apenas um formato possível. Experiências artísticas, gastronômicas, sensoriais e colaborativas também podem funcionar.
O investimento varia conforme quantidade de participantes, cidade, materiais, duração, personalização, tecnologia, equipe e logística. Por isso, a comparação deve considerar o escopo completo.
A métrica depende do objetivo. Podem ser considerados participação, interações, leads, reuniões posteriores, feedback, conteúdo gerado ou envolvimento de contas estratégicas.
As experiências podem ser incorporadas a eventos corporativos e de relacionamento conforme público, formato, cidade e necessidades de operação. O projeto é definido a partir do briefing.