
O Dia das Mulheres no mundo corporativo deixou de ser apenas uma data simbólica. Hoje, ele se tornou um termômetro da maturidade cultural das empresas.
Em um cenário onde diversidade, liderança feminina e equidade de oportunidades estão no centro das decisões estratégicas, o 8 de março não pode ser tratado como evento isolado.
Ele revela como a organização enxerga desenvolvimento, pertencimento e protagonismo feminino.
A pergunta que muitas lideranças ainda se fazem é:
Como transformar o Dia das Mulheres em uma ação que vá além do discurso ou de uma ‘’lembrancinha’’?
Historicamente, o Dia Internacional da Mulher simboliza luta por direitos, reconhecimento e equidade. No ambiente corporativo, ele representa algo ainda mais profundo: a capacidade da empresa de reconhecer talentos femininos e criar condições reais para crescimento.
Não se trata apenas de homenagear. Trata-se de:
Empresas que tratam a data como parte da estratégia de cultura constroem narrativas mais sólidas ao longo do ano.
Quando bem conduzido, o Dia das Mulheres no mundo corporativo pode:
Segundo dados da Deloitte e do Great Place to Work, ambientes que promovem inclusão e pertencimento apresentam maior retenção e desempenho organizacional.
O 8 de março pode funcionar como um catalisador dessas práticas, desde que esteja alinhado à estratégia da empresa.
O problema surge quando a data vira apenas um gesto simbólico sem continuidade.
Aqui entra o ponto central.
O Dia das Mulheres no mundo corporativo ganha força quando deixa de ser palestra isolada e se torna experiência vivencial.
Experiências sensoriais permitem:
E isso não é teoria. É prática.

Abaixo, trago três exemplos que mostram como a data pode ser trabalhada de forma estratégica, sem expor vulnerabilidades das empresas, mas destacando desenvolvimento e protagonismo.
Em um programa de aceleração de carreira voltado à coordenadoras da empresa, a experiência foi realizada ao final de um dia inteiro de imersão em desenvolvimento feminino
Objetivo central:
A obra escolhida, “Florescer”, trabalhava a metáfora das estações e da transformação interna .
O resultado foi um ambiente onde as participantes puderam:
Sem discurso raso. Com simbolismo aplicado.
No caso da 99, o foco foi comunicação, protagonismo e fortalecimento de grupo .
Participaram as mulheres que estão na fase final de um programa de desenvolvimento para futuras diretoras .
Durante a dinâmica, a troca de telas simbolizou:
O impacto não foi apenas criativo. Foi estrutural.
A experiência reforçou a confiança mútua e a narrativa coletiva de crescimento.
Em um encontro com lideranças criativas da C&A, o objetivo era fechar o ano com inspiração e autenticidade .
Sem obra pré-determinada, cada participante explorou sua identidade por meio da pintura em taças .
O gesto final foi presentear outra colega com sua criação, isso simbolizou:
A data se transformou em narrativa de futuro, alinhada ao tema “reimagine the future” .
Comemorar:
Construir cultura:
Empresas que usam o Dia das Mulheres no mundo corporativo como ponto de partida criam impactos que se estendem para o restante do ano.
Faz sentido quando a empresa deseja:
A experiência não substitui políticas estruturais.
Ela ativa emoções, vínculos e consciência, elementos que sustentam qualquer política.
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O Dia das Mulheres no mundo corporativo não deve ser tratado como evento isolado, mas como parte da construção de um ambiente mais justo, colaborativo e humano.
Quando a data é vivida com intenção, método e simbolismo, ela deixa de ser homenagem e passa a ser estratégia cultural.
Se sua empresa busca transformar o Dia das Mulheres em um momento de fortalecimento real de lideranças e cultura, vale desenhar essa experiência com profundidade e intenção.
Por que o Dia das Mulheres é importante nas empresas?
Porque fortalece reconhecimento, pertencimento e liderança feminina.
O que fazer no Dia das Mulheres corporativo?
Experiências vivenciais, rodas de conversa estruturadas, ações que reforcem protagonismo e cultura.
Vale a pena investir em experiências sensoriais nessa data?
Sim, especialmente quando fazem parte de uma estratégia maior de desenvolvimento e cultura.
A ação precisa ser apenas para mulheres?
Não necessariamente. Pode envolver lideranças mistas, dependendo do objetivo estratégico.