RH

Cultura de pertencimento: mais do que tendência, uma necessidade estratégica

Vinho Tinta
6/8/2025

Cultura de pertencimento: por que ela se tornou um dos ativos mais estratégicos das empresas

Nos últimos anos, o discurso sobre propósito, diversidade e inovação ganhou espaço nas organizações. Mas, na prática, um elemento específico tem se mostrado decisivo para transformar intenção em resultado: a cultura de pertencimento.

Hoje, pertencimento não é mais um diferencial reputacional. Ele se consolida como uma alavanca real de engajamento, produtividade e retenção de talentos. Empresas que ignoram esse fator até conseguem atrair profissionais, mas têm dificuldade em mantê-los conectados e comprometidos no longo prazo.

Segundo uma pesquisa da Deloitte, organizações com alto índice de inclusão e pertencimento têm 75% mais chances de atingir metas financeiras e 2,6 vezes mais chances de apresentar alta performance organizacional. Ainda assim, muitas lideranças seguem enfrentando o mesmo desafio: como sair do discurso e transformar pertencimento em prática cotidiana?

O que é cultura de pertencimento, afinal

Pertencimento vai além de estar incluído em um organograma ou política institucional. Ele se manifesta quando as pessoas sentem que importam, que são ouvidas e que suas contribuições têm valor real dentro do coletivo.

No contexto corporativo, isso se constrói quando:

  • a escuta é praticada de forma genuína,
  • lideranças se permitem vulnerabilidade e diálogo,
  • diferentes formas de pensar e agir são acolhidas,
  • existem espaços seguros para expressão individual e coletiva.

Quando esse cenário se estabelece, surgem equipes mais engajadas, criativas e colaborativas. O pertencimento deixa de ser abstrato e passa a impactar diretamente os resultados.

Porque o pertencimento impacta engajamento e retenção

A relação entre pertencimento e performance não é subjetiva. Estudos do Great Place to Work Brasil mostram que colaboradores que sentem que pertencem à empresa são três vezes mais propensos a permanecer no cargo e quatro vezes mais engajados com os objetivos da organização.

A ausência desse sentimento, por outro lado, gera efeitos silenciosos que costumam aparecer tarde demais:

  • comunicação truncada entre áreas,
  • desalinhamento com valores e propósito,
  • aumento da rotatividade,
  • fragilização do clima organizacional, especialmente em períodos de mudança.

Em ambientes assim, o trabalho continua acontecendo, mas a conexão se perde. E, sem conexão, a cultura enfraquece.

Como promover cultura de pertencimento para além dos treinamentos tradicionais

Aqui está um ponto-chave. Pertencimento não se instala apenas com palestras, códigos de conduta ou treinamentos pontuais. Ele se constrói na experiência vivida, nas relações e na forma como as pessoas interagem no dia a dia.

Na Vinho Tinta, parto do princípio de que pertencimento se desenvolve quando criamos espaços seguros, sensoriais e simbólicos para que as equipes se expressem, se escutem e construam algo juntas.

Experiências corporativas bem desenhadas ajudam a materializar valores que, sozinhos, ficariam apenas no discurso.

Experiências sensoriais como ferramenta de construção de pertencimento

Algumas vivências se mostram especialmente eficazes para fortalecer vínculos e promover inclusão de forma prática.

O Mosaico Coletivo, por exemplo, convida os participantes a construir uma obra artística conjunta, onde cada contribuição individual é indispensável para o todo. A metáfora é direta: diversidade não fragmenta, ela compõe.

No Vinho & Tinta, a combinação entre pintura e vinho cria um ambiente leve e acolhedor, favorecendo conversas sinceras, escuta ativa e aproximação entre pessoas que, muitas vezes, não dialogam no cotidiano profissional.

Já a Oficina Bonsai propõe um momento de pausa e presença. Cuidar de uma planta viva se torna um símbolo potente de atenção, responsabilidade compartilhada e cuidado mútuo, valores essenciais para relações saudáveis no trabalho.

Essas experiências não substituem práticas como feedback, desenvolvimento de soft skills ou políticas de inclusão. Elas complementam, conectando discurso e vivência.

O LAB Vinho Tinta e a construção de pertencimento na prática

A partir de setembro, inauguramos o LAB Vinho Tinta, um espaço físico em São Paulo dedicado exclusivamente à imersão de equipes em experiências criativas e estratégicas.

O LAB foi desenhado com um objetivo claro: criar condições reais para que pertencimento, empatia e escuta aconteçam, e não apenas sejam discutidos.

Empresas que desejam investir em cultura de forma concreta encontram no LAB:

  • um espaço adaptável para integração, liderança e celebração,
  • curadoria de experiências alinhadas ao momento e ao perfil do time,
  • acompanhamento especializado para observar e sustentar impactos nas equipes.

Mais do que um local, o LAB é uma extensão da forma como acreditamos que a cultura se constrói: na relação, na experiência e na prática.

Sendo assim…

Construir uma cultura de pertencimento não significa apenas criar ambientes inclusivos. Significa reforçar, de forma contínua, que cada pessoa importa e que suas histórias fazem parte do todo.

Empresas que entendem isso se mostram mais preparadas para lidar com mudanças, inovar com consistência e atrair talentos que buscam mais do que um cargo: buscam conexão.

Quando o pertencimento deixa de ser discurso e passa a ser vivido, a cultura ganha força real. Se fizer sentido pensar como experiências sensoriais podem fortalecer vínculos e criar pertencimento de forma concreta, vale aprofundar essa conversa com método e intenção.

👉 Quer fortalecer o sentimento de pertencimento na sua equipe com experiências que geram impacto real?

Fale com nosso time e conheça o LAB Vinho Tinta

Perguntas frequentes sobre cultura de pertencimento

O que diferencia pertencimento de inclusão?
Inclusão garante espaço. Pertencimento garante vínculo, reconhecimento e participação ativa.

Pertencimento impacta resultados financeiros?
Sim. Pesquisas mostram correlação direta entre pertencimento, engajamento e performance organizacional.

Experiências corporativas substituem políticas de RH?
Não. Elas complementam, tornando valores e diretrizes vivenciáveis no cotidiano.

É possível medir pertencimento?
É possível observar impactos em engajamento, retenção, qualidade das relações e clima organizacional.

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