
O planejamento estratégico 2027 é o processo de definir as prioridades, decisões, recursos e formas de trabalho que orientarão a empresa no próximo ciclo.
Mas existe uma diferença importante entre produzir um plano e preparar uma organização para executá-lo.
No segundo semestre de 2026, a Vinho Tinta começou a ouvir com frequência uma mesma resposta nas conversas comerciais:
“Nossa agenda deste ano já está fechada. Estamos planejando o próximo.”
Isso mostra que, para muitas empresas, 2027 já começou antes de janeiro.
Orçamento, fornecedores, encontros de liderança, convenções, kickoffs e atividades de integração estão sendo definidos agora.
Por isso, este é um bom momento para fazer uma pergunta diferente:
o que precisa estar claro antes de transformar o próximo ano em uma lista de metas?
Planejamento estratégico é o processo de definir onde a organização deseja chegar, quais prioridades irão orientar essa direção e como recursos e ações serão organizados para avançar.
O Sebrae estrutura esse processo a partir de etapas como análise de cenário, definição de objetivos, estratégias, planos de ação e acompanhamento.
Mas planejamento não termina quando essas decisões entram em uma planilha.
O plano também precisa ser compreendido pelas pessoas que irão executá-lo.
Por isso, um planejamento empresarial normalmente precisa responder:
Onde estamos?
Onde queremos chegar?
O que será realmente prioritário?
O que não será prioridade?
Quem é responsável por cada frente?
Como vamos acompanhar o avanço?
Que formas de colaboração serão necessárias?
Essa última pergunta é particularmente importante quando diferentes departamentos dependem uns dos outros para entregar a estratégia.
Porque planejamento antecede execução.
Se uma empresa pretende começar janeiro com prioridades definidas, orçamento organizado, encontros agendados e equipes alinhadas, parte dessas decisões precisa acontecer antes da virada do ano.
O movimento já aparece inclusive fora do mercado privado.
Em 2026, organizações como ANAC, SUDAM e outras instituições brasileiras já iniciaram a construção de planos estratégicos para ciclos começando em 2027.
O princípio é simples:
o próximo ciclo começa a ser construído antes da primeira reunião de janeiro.
Para empresas, essa antecipação também ajuda na contratação de:
espaços;
facilitadores;
experiências corporativas;
eventos de planejamento;
offsites;
kickoffs;
convenções;
fornecedores especializados.
Quanto mais relevante for o encontro para o novo ciclo, menos sentido faz deixá-lo para ser decidido quando todas as agendas já estiverem disputadas.
Um dos erros mais comuns no planejamento é confundir quantidade com ambição.
A empresa entra em janeiro com:
15 projetos estratégicos;
12 indicadores principais;
9 frentes de transformação;
novas ferramentas;
novos processos;
novas campanhas;
novas prioridades por departamento.
Tudo parece importante.
E justamente por isso fica difícil entender o que realmente é prioridade.
A McKinsey recomenda que organizações trabalhem com um conjunto pequeno e claramente definido de prioridades estratégicas. O MIT Sloan também destaca que limitar prioridades facilita a compreensão pelos colaboradores e a comunicação pela liderança.
Portanto, “menos” não significa falta de ambição.
Significa escolha.
Para 2027, uma pergunta estratégica importante é:
Se só pudéssemos avançar significativamente em poucas coisas, quais realmente mudariam o negócio?

Metas continuam sendo necessárias. O problema não é medir.
É tentar transformar tudo em prioridade simultaneamente.
Existe uma diferença entre:
Meta: resultado mensurável que queremos alcançar.
Prioridade estratégica: área na qual a organização decidiu concentrar atenção e recursos.
Iniciativa: ação ou projeto utilizado para avançar naquela prioridade.
Indicador: informação utilizada para acompanhar progresso.
Quando esses conceitos se misturam, o planejamento se transforma em uma lista.
Quando estão organizados, criam hierarquia.
Por isso, para 2027, a proposta não é abandonar metas.
É construir menos prioridades, metas mais claras e maior capacidade de execução.
Na Vinho Tinta, utilizamos Desenho do Ano como uma forma de pensar o planejamento para além do documento.
Não é uma metodologia formal de gestão. É uma pergunta que ajuda a trazer o planejamento para o contexto das pessoas que irão viver aquele ciclo.
O desenho do ano combina:
A ideia é simples:
planejar define o caminho. Desenhar também considera as condições necessárias para percorrê-lo.
Antes de abrir uma nova planilha, faça uma retrospectiva.
Pergunte:
O que realmente avançou em 2026?
O que consumiu energia e entregou pouco?
Que iniciativa deveríamos manter?
O que deveria ser interrompido?
Quais decisões demoraram mais do que deveriam?
Onde houve dependência entre áreas?
Essa etapa evita um fenômeno comum:
levar para o próximo ano projetos que continuam existindo apenas porque ninguém decidiu encerrá-los.
Planejamento também é decidir o que não continuará.
Depois do diagnóstico, reduza.
Uma prioridade precisa conseguir responder:
Por que isso é importante agora?
Que resultado esperamos?
Quem precisa participar?
Que recursos serão necessários?
O que deixará de ser feito para abrir espaço?
Se ninguém consegue explicar uma prioridade em poucas frases, talvez ela ainda não esteja clara o suficiente.
Uma empresa pode definir uma excelente estratégia e ainda não possuir capacidade para executá-la simultaneamente.
Considere:
pessoas;
orçamento;
tecnologia;
tempo;
competências;
dependências;
agenda das lideranças.
Perguntar apenas “o que queremos fazer?” produz intenção.
Perguntar também “o que temos capacidade de fazer bem?” produz escolha.
Planejamento não precisa ser votação coletiva.
A liderança continua responsável por decisões estratégicas.
Mas existe valor em ouvir quem está próximo da execução.
Equipes conseguem identificar:
gargalos;
dependências;
processos que não funcionam;
necessidades dos clientes;
riscos operacionais;
dificuldades de implementação.
Estudos sobre planejamento participativo também mostram como processos de discussão e construção conjunta podem contribuir para que pessoas compreendam e internalizem melhor prioridades organizacionais.
Isso não significa que todas as sugestões precisam entrar no plano.
Significa utilizar a organização como fonte de informação estratégica.
Essa é uma das perguntas mais importantes do Desenho do Ano.
O que não será prioridade em 2027?
Que projeto será pausado?
Que comportamento não queremos repetir?
Que reunião deixou de fazer sentido?
Que processo precisa ser simplificado?
Que iniciativa continuará apenas se houver capacidade?
Estratégia envolve renúncia.
Um plano no qual tudo cabe dificilmente ajuda a decidir.
Imagine que uma das prioridades de 2027 seja:
aumentar a integração entre áreas.
Isso exige mais do que um KPI.
Pergunte:
Que decisões precisam ser compartilhadas?
Que informações precisam circular melhor?
Onde existem silos?
Que reuniões precisam envolver áreas diferentes?
Que comportamento as lideranças precisam modelar?
Outro exemplo:
inovar mais rapidamente.
Isso pode exigir:
autonomia;
espaço para teste;
clareza de decisão;
tolerância controlada ao erro;
menos etapas de aprovação.
É aí que planejamento estratégico e cultura organizacional se encontram.
Cultura não substitui estratégia.
Mas pode facilitar ou dificultar sua execução.
Se o plano exige colaboração entre áreas e cada departamento protege informação, existe uma incompatibilidade.
Se a estratégia exige velocidade e todas as decisões precisam passar por várias camadas hierárquicas, existe outra.
Se a empresa pretende inovar, mas erros razoáveis são punidos, a execução também tende a enfrentar resistência.
Por isso, depois de definir prioridades, pergunte:
Que características da nossa cultura ajudam esse plano?
Quais dificultam?
O que precisamos reforçar?
O que precisa mudar?
Essa leitura transforma cultura em uma variável concreta de execução.
Aqui precisamos tirar “energia” do campo abstrato.
Quando falamos em energia de time, estamos nos referindo às condições percebidas pelas pessoas para começar e sustentar um novo ciclo.
Podemos observar sinais como:
Também não substitui indicadores tradicionais de negócio.
É uma camada de diagnóstico.
Por exemplo:
uma equipe pode compreender perfeitamente a meta e, ao mesmo tempo, estar operando no limite de capacidade.
Nesse caso, adicionar mais iniciativas não resolve o problema.
Planejamento estratégico também precisa considerar capacidade organizacional.
Antes de fechar o plano, RH e lideranças podem discutir:
As prioridades estão claras para todas as áreas?
Existe capacidade para os projetos planejados?
Quais dependências entre departamentos podem atrasar execução?
Onde existem decisões sem responsável claro?
O que está consumindo energia sem gerar valor proporcional?
Que competências serão necessárias no próximo ciclo?
O que precisa ser interrompido?
Que conversas precisam acontecer antes de janeiro?
As respostas podem revelar questões que uma análise puramente financeira não mostra.
Workshops, offsites e encontros de liderança podem ser utilizados como parte do processo.
Mas existe uma condição:
o formato precisa servir à decisão. Um encontro de planejamento pode combinar:
Para encontros fora da rotina, veja também nosso guia sobre como organizar um offsite corporativo.
Nem todo planejamento precisa de team building. Mas pode fazer sentido quando o desafio estratégico também envolve:
Nesse contexto, a experiência não substitui a parte estratégica.
Ela ocupa outra função dentro da jornada.
Por exemplo:
Manhã: retrospectiva e contexto.
Início da tarde: definição de prioridades.
Depois: experiência colaborativa.
Final: compromissos e desdobramentos.
Conheça também os objetivos do team building e quando utilizar esse formato.
Pode ser utilizado quando a empresa deseja tornar visível a ideia de interdependência.
Cada participante contribui com uma parte de uma obra maior.
Pode fazer sentido em encontros de liderança e grupos executivos, utilizando percepção, escolha e construção de blends como elementos da experiência.
Pode ocupar um momento de criatividade, interação ou descompressão dentro de uma programação mais extensa.
A experiência estratégica continua sendo definida pelo contexto.
Nenhum desses formatos substitui diagnóstico, metas ou plano de ação.
Eles podem complementar a experiência de planejamento quando existe um objetivo relacional claro.
Planejamento e kickoff possuem funções diferentes.
O planejamento estratégico ajuda a decidir o caminho.
O kickoff ajuda a comunicar e iniciar o ciclo.
Uma sequência possível é:
1. Diagnóstico e retrospectiva
2. Planejamento com lideranças
3. Definição de prioridades e responsáveis
4. Preparação da narrativa
5. Kickoff com a equipe
6. Execução e acompanhamento
Isso evita utilizar o kickoff como o momento em que decisões estratégicas ainda estão sendo improvisadas.
Veja também nosso guia sobre como organizar um kickoff corporativo.
O plano não deveria desaparecer depois de janeiro.
Defina um ritmo de revisão. Pode ser:
Em cada revisão, responda:
O que avançou?
O que mudou no cenário?
Que prioridade precisa de atenção?
Alguma iniciativa perdeu relevância?
Existe nova restrição de capacidade?
Que decisão precisa ser tomada agora?
Planejamento estratégico funciona melhor como sistema contínuo de decisão, não como documento anual arquivado.
Antes de fechar o novo ciclo, confira:
Retrospectiva: analisamos 2026 com dados e aprendizados?
Cenário: entendemos mudanças de mercado e negócio?
Prioridades: existem poucas escolhas realmente estratégicas?
Renúncias: está claro o que não será prioridade?
Metas: cada prioridade possui resultado esperado?
Responsáveis: sabemos quem lidera cada frente?
Capacidade: temos pessoas, orçamento e tempo?
Cultura: nossos comportamentos ajudam a estratégia?
Participação: ouvimos áreas importantes para execução?
Comunicação: existe uma narrativa clara para o restante da empresa?
Kickoff: sabemos como o ciclo será apresentado?
Acompanhamento: já definimos quando o plano será revisado?
A Vinho Tinta não substitui uma consultoria de estratégia empresarial.
Nosso papel está em outra camada.
Criamos experiências corporativas que podem ser incorporadas a encontros de planejamento, offsites, reuniões de liderança e kickoffs quando a empresa também precisa trabalhar conexão, colaboração, participação ou cultura.
Antes de indicar uma experiência, buscamos compreender:
Assim, a atividade entra como parte de uma programação maior e não como um elemento desconectado do planejamento.
Planejamento estratégico não precisa produzir mais iniciativas.
Precisa produzir melhores escolhas.
É isso que chamamos de Desenho do Ano. Não porque estratégia deva se tornar abstrata.
Mas porque um novo ciclo precisa considerar tanto onde a empresa quer chegar quanto as condições necessárias para que as pessoas consigam construir esse caminho.
Se o próximo ciclo inclui um encontro de liderança, offsite, planejamento coletivo ou kickoff, antecipar a agenda permite construir a experiência com mais intenção.
Converse com a Vinho Tinta sobre o planejamento do próximo ciclo
Empresas podem começar ainda no segundo semestre de 2026, principalmente quando o próximo ciclo envolve orçamento, contratação de fornecedores, eventos, offsites, convenções ou kickoffs que precisam ser reservados com antecedência.
É o processo de definir prioridades, objetivos, estratégias, recursos, responsáveis e formas de acompanhamento que orientarão a empresa durante o próximo ciclo.
Não existe um número universal. O mais importante é trabalhar com um conjunto pequeno o suficiente para ser compreendido, comunicado e acompanhado. Pesquisas e práticas de gestão apontam que excesso de prioridades dificulta foco e execução.
A prioridade define onde a empresa concentrará atenção e recursos. A meta define um resultado mensurável que se deseja alcançar dentro daquela direção.
É uma abordagem utilizada pela Vinho Tinta para pensar o planejamento considerando não apenas metas e iniciativas, mas também contexto da equipe, colaboração, capacidade, comportamentos e ritmo do ciclo.
A liderança pode utilizar entrevistas, workshops, retrospectivas, grupos de discussão e outros mecanismos de escuta para obter informações de quem participa da execução, sem abrir mão da responsabilidade executiva pelas decisões estratégicas.
A cultura influencia como decisões são tomadas, informações circulam, áreas colaboram e pessoas respondem a mudanças. Por isso, alguns aspectos culturais podem facilitar ou dificultar a execução da estratégia.
Pode fazer, mas não é obrigatório. Ele é mais adequado quando integração, colaboração, confiança ou comunicação fazem parte dos desafios que a empresa precisa trabalhar durante o encontro.
O planejamento define prioridades e decisões. O kickoff marca o início do ciclo e ajuda a comunicar essas escolhas para as pessoas que participarão da execução.